Uma viagem na história da ditadura no Chile

11 de setembro de 1973, o presidente Salvador Allende foi derrubado por um golpe de estado. A ditadura militar foi instaurada, presidida pelo general Augusto Pinochet. A partir desse dia o Chile viveria um dos momentos mais tristes de sua história… Perseguição, prisão, tortura, repressão, exilio, violência, medo, censura. Foram mais de 3.000 mortos e desaparecidos, milhares de pessoas torturadas, e mais de 20.000 chilenos enviados para o exilio. A ditadura militar durou cerca de 17 anos, encerrando em 1990.

Entrada do museu

Exposição no interior do museu. Crédito: www3.museodelamemoria.cl/

Em 2010 foi criado o “Museo de la Memoria y los Derechos Humanos”, para contar a história desse período, homenagear as vítimas, conscientizar e estimular a reflexão. O museu também chama a atenção para a violação dos direitos humanos em outros países, incluindo o Brasil. Fotos, vídeos, desenhos, documentos, objetos, cartas… Em cada pedacinho conseguimos sentir um pouco por todos aqueles que sofreram, não tem como ficar indiferente entre tantas histórias. Um lugar que nos faz perceber o quanto o ser humano é frágil e forte ao mesmo tempo, e o quanto a vida pode mudar em um único dia.

Horário:

É aberto de terça a domingo, dás 10:00h até ás 18:00h. Nos meses de verão, que são Janeiro e Fevereiro, é abeto das 10:00h até ás 20:00h

Acontecem eventos, palestras e exposições temporárias no museu. Para saber toda a programação, e conhecer um pouco mais sobre as exposições e a história, consulte o site do museu: https://ww3.museodelamemoria.cl/

A entrada no museu é franca.

Como chegar:

Endereço: Matucana 501, Metro Quinta Normal, Santiago

Metrô: Conexão direta com a estação “Quinta Normal” – Linha 5

Visita com áudio guia:

A visita áudio guiada é feita atrases de um dispositivo, são dadas explicações sobre todos os objetos e documentos através de um aparelho conectado com o fone de ouvido.  O valor do dispositivo é de $2.000 pesos (Aproximadamente R$ 10,00 reais).

Indicação:

O filme “Colônia”, de 2015, tem como plano de fundo a ditadura no Chile. Um casal alemão se vê envolvido nos acontecimentos do golpe de estado de 1973, quando Daniel (Daniel Brühl), que é ativista pelo direito de liberdade no Chile, é preso pela polícia secreta de Augusto Pinochet. Sua namorada Lena (Emma Watson) começa a procura-lo e descobre que Daniel está em um lugar chamado Colônia Dignidad. Uma suposta missão de caridade dirigida por um pregador, que é fachada para uma prisão do estado onde os membros são obrigados a realizar serviços forçados, sobrem torturas e não tem esperanças de escapar. É então que Lena se oferece para ajudar no trabalho da Colônia, e enquanto isso tenta descobrir onde está Daniel.

 

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